Cartas d'ela.

Gira, sol.

Escrever não é difícil, escrever aquilo é que é, porque não sou eu, é qualquer coisa de outro que eu me convenci que era minha; isso aqui sou eu. Assim, do jeito que você compara com aquilo autor que eu li pouco, ainda não sei se gosto, mas respeito.

Não teria passado uma noite como passamos sem que eu escrevesse, porque a poesia tá feita ali, entre a gente, eu transcrevo para cá como forma de eternizar, para que eu possa ler até mesmo se você for embora. Até hoje, não lhe escrevi nada que não tivesse sido enviado a você, de uma maneira ou de outra, e acho, sim, que muito antes do tesão e da falta de cuidado, meus sentimentos morreram de vez quando eu parei de escrever. Quem me abandona primeiro quando o amor acaba são as palavras.

Se eu não tô escrevendo, eu não tô sentindo.

Acho que talvez seja esse o sintoma que denuncia quem é que está aqui: percorre essa página e vê todas as mil facetas de você que eu supostamente registrei, mesmo que elas não digam respeito a absolutamente nada do que você identifica como (s)eu.

Olha as notícias, meu bem. Olha esse cotidiano atroz que me faz subjugar, diuturnamente, a minha própria capacidade. Olha pra isso e olha pra gente.  Tá vendo só?

Aqui é morada de paz, vida. Aqui cabe nascer memória nova, igual a flor que nasce do asfalto no poema de Drummond. É feia, mas é uma flor – ou uma inflorescência (a gente não tem certeza dos conhecimentos botânicos de Drummond, ainda que você tenha me convencido que botânica é uma forma de poetizar).

Aqui nasce diferente, porque com a gente é diferente. Não esquece disso nem um segundinho. Tá tudo bem, eu sei, você sempre diz que tá tudo bem, e quem sou eu pra exigir que você preveja lá longe que continuará tudo bem. Mas eu ando fortemente convencida de que sim.  Vem cá.

Acalma seu coração que eu tô acalmando o meu, sabendo do destino inesperado que traz de volta um monte de número 9 pra mim. Eu vou superar o amarelo, você vai estar do meu lado nessa empreitada. Onde há luz e solo saudável, nasce flor.

E o destino não mandaria algo que  a gente não pudesse plantar juntos.

girassois

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Cartas d'ela.

Cui(dar)

Olho para você e me lembro do menino que vi sendo escoltado pelo pai, enquanto aprendia a andar de bicicleta. Eu não sei desde quando eu soube que era amor, mas só pode ser amor quando eu sei que posso me jogar infinitamente no guidão e partir na rapidez que eu quiser, porque eu não vou cair – enquanto você está lá, eu não caio. Enquanto eu estiver, você não cai! E se a gente cair, vai rolando pelo chão, rindo a nosso modo quando tudo parece que vai se afundar; seja de cócega ou da besteira que você acabou de dizer; eu brigo, reclama e faço cara feia, mas hoje eu sei que tem sido você a mão que arranca de dentro de mim meus piores fantasmas e me diz: pedala, que enquanto você pedalar, você não cai. Enquanto a gente pedalar, não cai. O que não dá é para parar, o que não dá é para fazer do que a gente faz um acessório, um adendo, um qualquer. Isso é o que você é. Isso é o que eu mais amo em você. A gente, essa espécie de pessoa que veio pro mundo para cuidar dele, não pode esquecer de que, enfim, a gente também vacila. E cansa: e não pedala! E cai. E as cicatrizes de apostar uma corrida de bicicleta podem durar uma vida toda, você sabe. Assim, na calmaria de quem se protege, um dia de cada vez, a gente aprende a seguir pedalando sem olhar os próprios pés. A gente confia um pouco mais no próprio equilíbrio, na própria certeza, no que de fato acredita. Eu acredito em você, com todo meu coração e possibilidade do que chamo fé! E eu te amo porque você me fez reacreditar no ser humano. Você me lembrou que juntos é bom. Juntos, às vezes felizes e às vezes não, mas infinitamente seguros, com mais dois braços – além dos nossos – para sustentar o próprio mundo e o cansaço que guardamos nele.

gustav-klimt-arvore-da-vida-i6019

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Cartas d'ela.

Você

Você acaba de sair por aquela porta e tantos outros por ali já saíram e deixavam o vazio, antes preenchido pela presença que só fala e nunca ouve –  até escuta, mas não ouve. Você (h)ouve. Você vai embora e não deixa espaços vazios, deixa sua presença que entorna em tudo, transborda em mim e eu – que deveria estar escrevendo sobre outros – só consigo escrever sobre você. Você sai, chove lá fora, faz um friozinho, eu fico sozinha, mas eu nunca me senti menos sozinha na vida. Eu, metonímia torta da minha própria casa, fico toda bagunçada quando você me deixa e passo a semana inteira me recompondo, porque eu sei que chega a sexta e você vai me bagunçar tudo outra vez e é assim largada, bagunçada, cansada que eu me reconheço, cabendo direitinho no espaço que você destina para o meu abraço, como se não pudesse outra coisa vir antes – e como poderia, não é mesmo? Você vai embora nesse frio e tá quente aqui dentro, tá quente onde você passou e não dói. Sinto sua falta no exato instante que você sai e não dói, porque com você não doem as coisas; com você, o vento canta aqui em casa, o sol se põe e eu não quero mais trabalhar, eu quero escrever pra você, de novo. Não tem euforia, ainda bem. Não tem, você tá certo: a tranquilidade é tudo que a gente merecia. O mundo se explode, compete, está ferido e você é minha redoma especial, absolutamente intocável. Você, que não pode me proteger do mundo, mas me deixa chorar no teu colo e me dá a solução prática que eu preciso pra tudo: amor (até quando não tem esse nome, e vem torto, engraçado, com medo). Que sorte a minha, sorte minha. Mais uma vez. Você passa e vai e é como se você nunca fosse embora, porque tudo que há em você fica na paz de espírito que você embrulhou e me entregou, misturada às incertezas que – até elas – dão um jeito de me explicar que, aqui, calma e tranquila, serena e aberta, totalmente entregue e confiante, é o meu lugar.

 

picasso

(que é que tu fez pra deixar rastro nos meus móveis e teu cheiro em todo canto?)

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Feminismo, Humorfina

5 formas de me ofender com sucesso

Esses dias, contestei uma postagem que achei machista, de uma pessoa que gosto/admiro. Recebi, como comentário do meu comentário, assim: “que chata”. Não sei se a pessoa tentou me ofender, mas ela não conseguiu. Aí, eu que sou generosa, fiquei me perguntando se eu não podia fazer algo por essa pessoa que queria tanto me machucar. Daí resolvi elaborar essa lista de 5 formas bem sucedidas de me ofender:

1. Não me chame de gorda, diga que eu nunca terminei de ler “Os Sertões”.
É recorrente que as pessoas, quando querem me ofender, me chamem de gorda. Fico me perguntando, mas peraí: eu escrevo para o Maggníficas, JUSTAMENTE um blog que fala sobre ser gorda. Eu uso gorda como modo de me definir, eu peso mais de 90 quilos, eu uso manequim 46/48, OU SEJA, sou gorda. Como também sou branca, como também tenho pés grandes: são várias características físicas. Como é que a pessoa acha que me chamando de gorda ela poderia estar me ofendendo?

 

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migo, não está ofendendo
 
Em contrapartida, eu me sinto a professora de literatura mais fajuta quando falo da treta jornalismo X literatura sendo que NUNCA, nunquinha, nenhuma vezinha, eu terminei de ler o clássico do Euclides da Cunha. Aí, é meu ponto fraco.

2. Não me chame de feminista, diga que eu não sei – nem nunca saberei – falar alemão.

Na mesma lógica da “gorda”, tentam me ofender me chamando de uma bandeira que eu carrego comigo, a do feminismo. Não entendo como eu posso ter escrito um LIVRO sobre o assunto e alguém achar que isso me ofende de alguma forma. Ah é, tem a vertente vaca feminista. Meu deus, vacas são tão fofas, por que eu me ofenderia?

  Resultado de imagem para gif feministaisso é exatamente no que acredito

 Que me ofender? Não diga que eu sou feminista, porque isso eu sou mesmo, diga assim: você já tentou, mas é incapaz de aprender alemão. Sou mesmo, que língua difícil, meu deus!

 3. Não me chame de chata, diga que eu erro sempre o ponto dos doces

Vamos lá, primeiro. Uma definição sobre “chato(a)”:

adjetivo substantivo masculino

fig. que ou o que é maçante, enfadonho ou insistente; que ou o que aborrece, perturba ou preocupa.

Maçante, enfadonho, para uma pessoa que fala bosta, eu quero ser. Insistente, perturbadora e preocupante para alguém que acredita o oposto do que eu acredito: É MEU MAIOR OBJETIVO.

Eu amo ser chata. Eu tento aperfeiçoar todos os dias minha chatice, sabe?

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Hermione me representa

Agora se tem um negócio foda é ponto de doce. Cozinho qualquer salgado, mas doce: desanda, fica mole ou duro demais, fica com ou sem açúcar. UM SACO. Nunca haverá um doce meu que as pessoas vão comer e dizer: arrasou!

4. Não me chame de “sapatão”,  diga que eu já tive crush no Maurício Mattar 

 Eu não sei em que mundo a orientação sexual de alguém é ofensiva. Mentira, sei sim,  no mesmo em que Bolsonaro é bem aceito: um mundo burro, violento, lesbofóbico, escroto. A orientação sexual nunca deve envergonhar alguém. “AH, MAS EU NEM SOU GAY/LÉSBICA”, mas mesmo assim: se te ofende que imaginem que você seja, é porque talvez o lgbtfóbico seja vocezinho.

Resultado de imagem para ruby rose gifpor você, eu dançaria tango no teto

O gênero de quem nos apaixonamos é irrelevante para o nosso caráter, já ter crush no Maurício Mattar

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RUN, FORREST, RUN

5. Não me chame de grossa, diga que eu tenho lua em câncer

 É bem comum as pessoas – GERALMENTE HOMENS – dizendo que eu sou grossa, ‘bossy’, mandona. Acho curioso que eu digo exatamente a mesma coisa que eles, mas quando eu digo, de repente, fico GROSSA.

Fico pensando que se grosseria é imposição de ideia, não submissão, não me rebaixar às coisas que supostamente eu fui treinada a me submeter, pois bem: QUE BOM QUE EU SOU GROSSA!

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Aliás, certeza que eu tava falando com você?

 Agora, algo que é foda nessa minha personalidade é a lua em câncer: porrã, como eu choro à toa. É vendo bebê cantando, é lendo poema, com homenagem de aluno. Sabe, era pra eu ser uma taurina com ascendente em escorpião toda poderosa e vem ESSA PORRA DE LUA EM CÂNCER E FODE TUDO.

ASSIM NÃO DÁ.

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Aqui, bebê, dei todas as dicas de como me ofender com jeitinho, acrescente aí que: eu canto mal, não tenho ritmo, não consigo gostar de whisky e não decorei a ordem do sonho intenso/amor eterno no hino nacional, e pronto: já pode me xingar.

Beijas.

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Cartas d'ela.

Isso tem nome

Tá doendo aí, dói aqui. Às vezes é bom, às vezes não é: até quando não é, é. Faz perder o ar e a razão e arrepia o pelo da nuca. Cabe no colo. Cabe no peito. Cabe na cama. Cama sem jeito, parece que não se ajeita. Dá saudade, mas é bom ficar sozinha. Parece que tem em tudo, parece que preencheu o prato, o copo, a cadeira que gira, o sofá que estica, o chuveiro que não esquenta. E assim preenchendo me deixa assim ser minha. Eu só quero o leve da vida pra te levar.  Toca no rádio, no celular, no chuveiro. Lembra no colar, no batom, no espelho. Esse texto é pra você, meu bem querê. Percebeu, ou quer que eu desenhe? Não sei desenhar, nem célula. Só sei cozinhar e te fazer repetir. Repetir que gosta de mim, também. Tem que falar que gosta, sim. Tem que escrever, gritar, olhar pra lua. Olha você tem todas as coisas que um dia eu sonhei pra mim. A cabeça cheia de problemas, não importa…importa sim,  dá nó: a gente não se entende de longe. Você me pede pra não brigar, como se eu brigasse sozinha. Não é porque você não fala duro que não grita. Até o seu silêncio briga. Eu não sou calma, mas tá toda alma que eu tenho ali. aqui. lá. onde você vai sem me dar um beijo? Tem que beijar, sim. Quando chega, quando vai, quando fica, o tempo todo. Quando a gente tem vontade de encontrar a novidade de uma pessoa. APITOU AQUI. PÃÃÃ. era você, me marcou num meme idiota qualquer que me arrancou uma risada sincera do meio desse texto que não faz sentido nenhum. Você não faz sentido nenhum. Você perde a eloquência fora de sala de aula – eu tô falando comigo mesma. Eu não faço sentido. Você tá melhor? Tá se cuidando? Eu não consigo não cuidar. Eu vou cuidar do seu jantar, do céu e do amar, de você e de mim. De mim? Eu tendo a esquecer de mim. Um dia você disse que me punha no colo e cuidava, mas tem dia que eu não deixo, eu sei que eu não deixo e eu fico desprotegida. Você me protege de tudo, mas não me protege de você. Você me oferece sua história inteira, mas quando você olha pra ela, eu viro areia. Não se esquece que eu também gosto de você. Não se endurece porque eu também te amo, não se endurece. Você guarda rancor, não guardo. Eu guardo, guarda. Guardamos. Tudo volta, sempre volta. Trinta e cinco horas discutindo que no fim, tá tudo bem, eu gosto de você, você gosta mim. Você todo cacto, eu balão – e o contrário. E não vou citar aquela música não. Eu ando num labirinto e você numa estrada em linha reta. Você tem que trabalhar, eu tenho que escrever. Eu só consigo contar algumas coisas pra você. Porque se a gente fala, é verdade, e tem coisa que só pode ser verdade pra você. Nem todo mundo tá pronto para essa verdade. Meu amor, você me dá sorte. Eu não queria te chamar de meu amor, saiu, meu amor, saiu assim, que nem sai outras coisas de mim que eu não tenho controle. Escorre, saiu. Falei: meu amor. E agora? Tudo bem, chamo todo mundo de meu amor. Mas sabe, isso tem nome. Te falei, você não perguntou. Por que você é tão devagar? Tem nome, eu disse e você não disse “que nome”? Ficou quieto. Será que você sabia o nome do inominável? Aquilo que a gente não pode pronunciar. Exatamente aqui, olhando pra você. Não pode falar, se falar é verdade e a gente ta tentando se entender, a gente sempre se entendeu, a gente nunca tentou. Medrosos do caralho. Se você me prometer não fazer mais cócegas, eu prometo não mais esconder nada. Eu vou trancar você pra fora do carro, fazer careta, comprar chocolate, morrer de cólica e reclamar muito, porque isso tem nome. Porque tem textura. Porque tem gosto. Porque não é perfeito. Porque toca no rádio. Isso tem nome, você sabe. Porque a gente se pergunta se devia, se não devia. Tinha que ser ideal? Não é. T Feito chã de hortelã. Tem dor, tem sono, tem preguiça, não acelera o seu coração. Não tô no prato de macarrão, mas eu faço o macarrão e onde tiver meu gosto, tem eu e tem você. Tem gosto bom. Tem que beijar nessa hora também. Tem que beijar com a boca lambuzada de bacon. Tem que beijar, sim. Tem que ficar mais calma. Chama o palhaço. Alguém zela por ti. Tira o sapato, tira a mala, eu só reclamo, você só reclama. Não fala de trabalho, fala da gente, mas a gente é só trabalho.  Põe gif, como põe gif? Explica de novo, me conta de novo, eu escuto de novo se for por você. É por você. Tem nome isso. Mas eu não vou dizer, você vai saber.

Eu não vou dizer, mas você vai ouvir.

Eu não vou escrever, mas você vai ler.

Tudo nessa vida tem nome, até o que a gente não consegue dizer.

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Poeminto

Não dê

Não dê a qualquer um os seus poemas

Eles são fracos demais para aguentá-los

culpam os outros, contornam o espaço

para negar tua rima entregue.

Não importa os olhos que lhe comovem

Não dê a qualquer um os seus poemas

Rasos, fundos, úmidos, secos

Falta mão para segurá-los

Os poemas gritam no colo dele

e você mal pode acalmá-los.

Não dê a qualquer um os seus poemas

Se a tocam fundo é porque levam consigo

O que há em você de mais esquecido

Não importa que mãos a enlaçam

Não dê a qualquer um os seus poemas

Que a palavra uma vez dita

faz do sonho falado a ação vivida

e faz da história imaginada

a verdade fundante desse mundo.

Por isso

escuta

NÃO DÊ A QUALQUER UM

(os seus poemas)

 

Eles são a sua proteção mais certa

da sua expressão mais errada.

varo

 

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Tra-lá-lá

Sobre cafés e mulheres

Há muito tempo não fazia café árabe, do jeito que a minha mãe ensinou, logo que acordava. Ele é um café que não se faz para uma pessoa só e eu morava há um tempo sozinha. Deixava para fazer quando tinha gente em casa.

Agora, tenho uma companheira de casa, uma grande amiga, uma mulher que todo dia me ensina um pouquinho.

Curiosamente, enquanto eu fazia o café pra ela – a Gabi -, eu recebi a mensagem da Miriam, dizendo que sentia saudade do meu café. E fui me lembrando de algumas pessoas muito especiais pra mim que gostam muito do meu café – gente até que nem gosta tanto assim de café, mas gosta do meu.

Olhei pra Nespresso com carinho. Ela me salva na correria do dia a dia, é verdade, mas é claro que ela não é o meu café. O meu café não tem só café. Tem café e tem carinho. Tem café e tem história.

Sabe quem me ensinou a fazer café? Eu já disse lá em cima, minha mãe. Ela que me ensinou a acolher as pessoas na minha casa, no peito, no meu colo, no meu abraço.

Minha mãe tem o melhor abraço do mundo, o meu fica pequeno perto do ela, mesmo ela sendo cotoquinha. Ela também tem o melhor café do mundo, mesmo que eu ache o meu muito bom.

Café sempre vai ter pra mim um quê de cuidado. Não faço café pra qualquer um, não. Até faço na Nespresso, mas não dá para colocar amor e pó na água de quem não sabe retribuir. Em quem não aprendeu a amar.

Hoje, então, enquanto eu fazia café pra Gabi eu agradeci minha mãe. E minha avó que ensinou minha mãe. E minha bisavó que ensinou minha vó. E todas as mulheres que às precederam com tantos cafés, amargos e doces, como a vida diz que é.

E à Gabi, por estar ao meu lado. E, mentalmente, à Miriam, que me lembrou da importância do meu café e das mulheres que, lado a lado, constroem, quente como café, a minha história.

Minha mãe vai achar esse texto liiiiindo. Ele é bobinho. Mas ela me ensinou, também, a ver a beleza nas menores coisas. O mundo é lindo mesmo, mamãe.

cafe

 

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