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ao querido Sr.G.

Querido Seu G.,

eu me lembro muito bem da primeira vez que eu te vi. Achei o senhor muito charmoso. Na realidade, eu não duvidava disso, dado que a sua filha é a mulher mais bonita que eu já conheci – em inúmeros aspectos.

Senhor G., o senhor, desde que lhe conheço, não ouve muito bem. E, não foram poucas vezes, eu notei que o senhor prefere não ouvir algumas baboseiras que existem por ai. Ta certo o senhor, como sempre. Mas essa sua surdice voluntária me fez ter guardado algumas coisas sem dizer. Agora o senhor foi para um pouco mais longe da gente, mas isso não significa em absoluto que eu o senhor não vai me ler. Eu sei que vai. O senhor lê meu coração. (ao que me consta, o senhor está mais perto da Sra. G. com quem converso há um tempo, um papo bem louco. Coisa de taurina.)

O que eu queria dizer era apenas um obrigado. Primeiro, porque graças ao senhor e a sra. G. eu hoje tenho uma irmã mais velha. Ela é doidinha, passional, exagerada: e eu adoro tudo isso nela. Ela é absolutamente apaixonante: na força daqueles olhos verdes que se molham com a emoção de quem sabe viver cada pedacinho da vida. obrigada, sr. G., pela minha tata.

Graças ao Sr. eu tenho também a sorte de ter reencontrado um pedaço de mim que andava solto, vivendo sozinho. Minha outra metade, minha outra parte, minha extensão da alma: sua filha mais nova. Sem ela, muita coisa nessa vida não teria dado certo. a começar pela minha própria vida, dado que ela sempre cuidou de mim e da razoabilidade das minhas relações: ela me salva do meu próprio gênio ruim.

Não fosse por ela, é bem provável que eu tivesse perdido parte considerável do meu círculo social, porque eu nunca consegui mentir; é horrível ser escrava da verdade e não fosse sua filha eu faria dessa escravidão um problema sério.
Além de agradecer o Sr. e Sra. G. por terem trazido ela até mim, eu queria dizer um último obrigado. Por ter colhido laranja no pé, por ter feito molho de tomate – e ter deixado eu roubar o seu tomate do molho pra comer quase sem lavar e te matar do coração. Por ter me deixado entrar na sua casa e ser a parte morena dessa família linda, loira e de olhos claros: tão claros que eu posso ver a alma.
Descansa em paz, Senhor G. e fica tranquilo. Eu cuido da lôra e ela de mim. E a tata cuida de nós duas: com todo o carinho que o senhor ensinou.
Eu nunca disse, mas eu sempre amei o senhor. Se cuida e cuida da Sra.G.
com todo meu carinho,
R.
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