Acho que você se pergunta – ou acho que eu me pergunto se você se pergunta – por quê? Do nada, de repente, a gente aqui. Não faço ideia. Racionalmente, não consigo explicar. Nem me esforço para achar uma causa, porque se eu achasse a causa poderia combater e eu não quero. Quero ficar aqui, assim, desse jeito. Falando exatamente esse monte de coisas. Eu juro que se você me perguntasse – que mania eu tenho de perguntas! – por que é que eu tenho tanta vontade de te ouvir, eu nem saberia responder.  Se você me perguntasse quais são minhas intenções, tampouco eu saberia. As minhas intenções sempre foram ficar por aqui, assim, eu e você. Sou cheia de fazer planos, mas você desfaz. Sou cheia de criar teorias, mas você anula meus parâmetros científicos. Na dúvida do dia a dia, por que você, de repente, veio parar na minha vida,  eu não sei se escolheria astrologia ou teoria crítica para responder. Mas responderia: deixa estar, deixa que fica. Que mais meia hora aqui nesse sofá parece ser uma definição precisa de felicidade.

monet1

 

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