E se, de repente, você conhecer todas as minhas inseguranças? 

Será que você ficaria?

E se, pelos acasos da verdade, você descobrir que eu não sei bem o quero?

Será que você voltaria?

Dentre todas as possibilidades de parecer frágil, fraca, banal eu fosse todas elas?

Será que você entenderia?

Porque não é todo dia que a gente aguenta, se enfeita, se afaga. Tem dia que a gente desconfia da sombra, da palavra, do real.

Será que você me explicaria?

Se eu não passasse batom? Se eu cantasse fora do tom? Se eu esquecesse a letra da música? O dinheiro em cima da mesa? De fazer as escolhas certas?

Você me apoiaria?

Se eu não souber mais fingir indiferença?

Será que você disfarçaria?

Acho a gente não precisa mesmo ser toda essa fortaleza. Tem poesia na fraqueza, tem sinceridade nessa dose homeopática e incessante de dor. O mundo tá bem ruim lá fora, mas cara de sono aqui talvez seja a solução de carinho para esse mundinho aqui dentro.