Cartas d'ela., Feminismo

feliz dia da amiga

Acordei e minha mãe disse que era dia do amigo, mas tava quase começando uma aula e não dei a devida atenção que minha mãe merece (nunca façam isso, sempre deem atenção às mães de vocês).

A aula passou e ouvi um sinal do facebook: minha grande amiga tinha postado a nossa foto, com a legenda de uma música que a gente ama, de um cd que a gente ouve direto juntas e que lembra bem o comecinho da faculdade, quando nos conhecemos, há quase dez anos. Ela é minha alma gêmea, a pessoa que melhor me entende nesse mundo, a melhor parte d mim.

Nos comentários, uma outra amiga minha escreveu. Ela é um bicho forte, essa minha amiga, é meu porto seguro das dores: eu posso ficar tempos ser vê-la, mas quando falo com ela sei que um abraço quente me espera, mesmo em forma de palavras.

Ontem papeei com outra amiga que não falava há um tempo. Ela me conhece sempre. Parece que sente se tô mal e vem me ajudar.  Que sorte a minha.

Não vou ficar citando todas as minhas amigas, corro o risco de ser injusta. Mas são algumas mulheres que me dão, a despeito do meu jeito terrível, do meu ciúme incontrolável e da minha fome sem fim, a sorte da amizade delas.

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essa foto resume a vida

 

E eu tenho minhas alunas: algumas entram pra vida de vez, ficam minhas amigas, mesmo de longe, mesmo que só por internet. De modo geral, mesmo as que não entram de vez pra minha vida, ao longo do ano, eu me sinto bem amiga delas: é abraço, carinho, consolo, conforto.

A gente sabe que o machismo tentou convencer a gente que mulher não pode ser amiga. A gente sabe que a competição é inserida, dia a dia, entre nós. Mas não existe nada mais bonito que amar outra mulher em todo o universo que ela é.

Eu tenho amiga de tudo quando é jeito: mais velha, mais nova, da literatura, da sociais, professora, médica, mãe, porra louca, comportada. Mas sabe o que une todas elas: a imensa vontade de respeitar uma a outra. Fortalecer, uma a outra. A gente não deixa a outra se quebrar, não. A gente não deixa a outra acreditar que é menos do que é, a gente empresta os nossos olhos para que a outra veja como ela é maravilhosa quando despida dessa imensa automutilação que o mundo impõe pra gente. Minhas amigas me lembram, quando tão maravilhosas estão ao meu lado, que eu sou incrível como elas. Eu mereço o amor delas.

É bom lembrar que o mundo pega pesado com a gente, e que é lindo e reconfortante quando a gente se lembra que: se os nossos pais se forem – um dia eles vão -; se nossos namoradxs nos largarem/machucarem – isso é possível -; se a nossa vida profissional ficar uma merda – se já não estiver -, que elas estão ali. Com café, cerveja, vinho ou chá, esperando para me dar um abraço. Um abraço sem julgamento, um abraço compreensivo: um abraço que só elas entendem como dar.

Tenha Valquírias, Danis, Maris, Natashas, Carols, Paulas, Marinas, Marílias, Anas, Marias, Paulines, etc.etc.etc. na sua vida. Eu não prometo que não vai ter dor, mas eu prometo que vai ter como curar.

 

 

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