Cartas d'ela., Pensamento Desvairado

Teu soneto

A gente é folha de papel em branco: a vida vai rabiscando na gente, mas ora ou outra amassa e joga fora. Tem dia que a vida pinta um cenário escuro de carvão e por muito pouco as folhas secas das árvores desenhadas não voam sobre o nosso rosto.

Tem dia que a vida pinta com aquarela, fazendo da nossa lágrima a água que faltava pra tinta, sempre clara, sempre suave, nem sempre doce.

Tem dia que a vida pinta colorida. Traz um monte de sorriso no dia que prometia saudade. Nesse dia a vida usa giz de cera e faz um retrato infantil: de uma felicidade clandestina que só uma criança pode sentir.

O vida, eu não vim pra esse mundo pra ser desenho. Eu sou filha de letra. Faz de mim um poema e encontra rima entre as costelas, métrica no meu sorriso. Copia aqui tudo que você quer dizer, que eu moldo em poesia esss arte que você domina bem; o acaso, a sorte, a coincidência.

E depois me lê.

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