Eu não costumo fazer poesia
Porque é preciso, pra isso, boas mãos
E as minhas que escrevem o dia a dia
Não são…
Por ti, esculpida com maestria
É como se me redimensionasse
Cabendo de novo em peito
Fazendo com que fosse outra
Mas a mesma
Há um tempo congelada
Como se a vida por mim passava
E eu não via
Essa malacabada que não faz poesia
Rima fácil dedo a dedo
Concreta passagem pelo corpo
Do lábio ao pêlo
E se, ainda que não faça poesia,
Hoje eu te entregue essa
É que ainda é quinta-feira
E minha saudade tem pressa.

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