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Diário da saudade, dia 3: os olhos.

Quando eu penso em você, eu lembro claramente dos seus olhos “tão gigantes”. Grandes mesmo, mas também capazes de sugar a gente. Não sei dissociar se gosto dos olhos ou do seu jeito de olhar.

A gente não para pra pensar nisso, mas a verdade é que olhar nos olhos de alguém, lá dentro, e não desviar é de uma intimidade absurda. Muito mais que tirar a roupa.

Mas tem muito disso também: acho confortável tirar a roupa com você. Sempre achei – menos no dia da calcinha do mikey – e isso é porque você tem um olhar de casa.

Gosto dos seus cílios e do desenho das suas sobrancelhas. Gosto de ficar bem pertinho, envesgar para olhar pro meio da testa como seu pudesse tirar de você as respostas das minhas perguntas todas.Eu sou um universo de perguntas, mas você não tem que me dar respostas.Obrigada por, até no seu silêncio mais seu, me dar um carinho. De longe fica difícil, mas eu aposto que se a gente tivesse perto, era só você me olhar que eu entenderia que você, às vezes, precisa ficar quietinho.Eu entenderia. Eu entendo um universo todo pela tua pupila.

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