Cartas d'ela., Num é?, Uncategorized

Ermão

Encontrei umas postagens de dia do irmão por aí, inclusive minhas. Quase sempre zuando você de alguma maneira e percebi que eu nunca tinha escrito um texto aqui diretamente para você – mesmo que em tudo que eu escreva sejam visíveis as letras que você traçou em mim.  Acho que não tem porque tudo que eu faço tem tanto do que você faz por mim que é como se eu acabasse repetindo à exaustão. Além disso, é bem provável, ficasse repetitivo, já que existe uma declaração imensa de gratidão em amor tudo que circula em torno de você na minha vida.

ge

Lembro que eu sentia muita raiva de você quando era pequenininha, porque você adorava me assustar e eu morria de medo da própria previsão do susto: por saber que você viria, eu já temia. E você vinha mesmo e dava um jeito de me surpreender até quando eu já tonha ensaiado as mil formas de me proteger de você.  Mas o que me dava mais raiva ainda é que eu não sentia raiva de verdade de você. Eu fui descobrir isso só adulta: quando a gente está com raiva, a gente simplesmente vai embora. E eu nunca fui embora e quantas vezes – insuportáveis vezes – eu voltei no minuto seguinte, porque eu sabia que você ia me assustar (ainda sei), mas sabia também (ainda sei) que o perigo real era justamente você que afastava de mim.

Você me protegeu de inúmeras formas: das subidas íngremes, das quedas bruscas, de mim mesma – que, vamos combinar, já era suficientemente perigoso – dos meninos e das pedras, dos acidentes e das bebedeiras erradas. Mas o que você não sabe é o quanto você me protegeu do medo do outro. Você sempre foi o meu outro: eu com meu chocolate amargo, você com o branco; eu intempestiva, você calmo; eu chorona, você comedido;eu invasiva, você discreto. Você sempre me ensinou que o outro, o diferente, o oposto: ele é possível.

WhatsApp Image 2017-09-05 at 14.38.48

Não que você fosse insuportável e tenha me feito conviver com dificuldade com você: ao contrário. Você, vendo o universo de diferenças que eu era, a violência incontrolável que eu carregava dentro de mim, me permitiu ser assim. Você disse que eu podia ser exatamente quem eu era – contra a corrente do mundo que queria eu fosse mais parecida com você. Você me amou diferente, opostamente diferente, de você.

E se é um fardo carregar a expectativa do mundo quando se é irmã mais nova do homem mais incrível do mundo, esse fardo vira um presente quando, justamente, esse cara é o mais incrível do mundo.

Amo você, do tamanho da sua imensa cabeça.

WhatsApp Image 2017-09-05 at 14.38.47

Anúncios
Standard
Cartas d'ela., Pensamento Desvairado

(d)o amor

Porque eu tinha uma ideia certa do que é o amor, não reconheci que havia amor no modo como você às vezes me afastava de você. Por achar que o amor era um só, eu não soube distinguir seus jeitos complicados de me dizer que estava ali. Tendo vivido o que você viveu, tendo sentido o que você sentiu, continuar ali era também dizer que havia amor – ou, mais importante que isso: disposição torta para amar. Mas eu não via. Como meu culpar se eu tinha os olhos tapados pela dor que me escureceu a vista antes de você? Muita lágrima embaça a vista e, até você chegar, muito pouco eu enxergava. Por desconhecer ainda o que é o amor, sei racionalmente que ele é meu e sorte a minha poder sentir, mas enlouquecidamente desejei que ele retornasse até mim. O amor tudo supera, eles me disseram: mas houve dias que eu não pude superar. O amor nada pede, eu aprendi: e me machuquei por te cobrar. O amor verdadeiro é incondicional? Houve vezes em que houve condições para amar. Por não permitir que você me amasse ao seu modo, acreditei que eu pudesse deixar de sentir. Logo eu, que vi seu rosto no prato de macarrão e me virei inteira para encontrar uma vaga no espaço  apertado que você deixou para alguém preencher. Eu,espaçosa. Eu, folgada. Eu, que rasguei com unha toda proteção que me impedia de entrar. Eu, que lutei para caber.  Eu que exauri tentando e achei que se fosse amor, eu não cansaria. Porque eu achei que tinha uma ideia certa do que é amor, achei que ele viria como eu o esperava e quase não o reconheci assim que ele chegou. O amor que é ego; o amor que é cego. Eu, que não percebi que o amor não era uma consequência evidente do “tudo é perfeito”; tampouco uma criação espontânea, eu, que quase esqueci de olhar para o único lugar que poderia responder o que é o amor: dentro – lá bem dentro – de mim

e adivinha? você continua ali.

1

Standard
Cartas d'ela.

Tetris

Eu amo ele, mas a gente é muito muito muito diferente. Eu sempre disse que  tem músicas e filmes que acho bom nunca associar a um caso amoroso, porque daí passa, às vezes dói, e lá se vai uma parte importante da minha playlist embora e, convenhamos, a nossa playlist é um pequeno tesouro, não dá para sair distribuindo moedinhas dele de maneira irresponsável. Mas tem umas músicas lá que foi ele que me apresentou. Parece gospel norte americano, sei lá, comecei a gostar e  quando me dei conta tocava logo em seguida aquela minha favorita que – merda” – lembra tanto ele. Foi nessas que veio ele e meu deus do céu parece jogo de dominó, porque encaixa. Eu tava na boa sozinha, reaprendendo meu espaço de solidão, acostumando com a cama gigantesca. E veio ele.  E o muito louco é que eu sempre enfatizo que, afinal, somos diametralmente opostos e ele diz ‘nem tanto’, mas é.  A gente é completamente diferente, sim. Mas encaixa.  Deve ser isso mesmo, já que peça de tetris igual não costuma encaixar bem, a ponta de uma gosta do buraquinho da outra e eu nem veria malícia nisso, mas ele veria então to aqui prevendo que ele riu nessa parte.  Isso sem contar que ele pega minhas manias, tá cortando palavra e tomando chá, até parece, justo eu, tô aqui vendo palestra sobre cérebro humano. Mas a gente é bem diferente. A gente não curte as mesmas coisas não, só algumas, tipo cinema, filme, trabalho. A gente trabalha muito e se promete trabalhar menos, ninguém cumpre, viu? Mas também ninguém cobra que cumpra. Acho que fizemos um acordo tácito de que, enfim, é isso que a gente é, apesar de ser diferente.  E quando digo diferente é diferente mesmo, sabe? Ele não curte dançar, cê acredita? Nem beber, e eu, onde der, tô bêbada e dançando. Diferentão, né.  Não orna, na realidade. Mas a gente tem tentado. Por exemplo, nunca vi ele fazer as coisas sem pensar e eu tô sempre aí, não pensando no que to fazendo.  Veja você esse texto sem nexo, ele jamais publicaria e eu tô aí, sabendo que ninguém vai entender. Ou vai, vai saber, não é. Olha que nessas coisas de amor todo mundo – até euzinha – fica meio tonto, meio besta, meio inseguro. Olha, mas ele não fica não. É doido que pra ele as coisas parecem ter outra cara, como se ele conseguisse colocar um óculos amenizador de realidade. Nem sempre ele entende que eu uso um óculos intensificador e a gente acabando não vendo as mesmas coisas.  Ah, temos algo em comum: ele também ama vermelho. E eu amo ele, comentei com vocês? digo sempre, sabe, que acho que falar e escrever faz existir o amor também. Ele acredita na existência silenciosa das belezas da vida – mas se for ver bem, ele não cala a boca. Nisso a gente não é diferente, mas quando vejo fico quieta, sim. Não sei o que dizer o tempo todo, não. Fico noiada. E as nóias? Jesus amado, minhas nóias não são as mesmas que a dele, eu briso na sujeira da roupa e ele escova o dente duas vezes seguidos por uma hora quase, mas agora ele não deita de roupa suja na cama, não, ele entendeu que é importante pra mim e tal. Você veja só que louco, tô escovando o dente enquanto escrevi esse texto, de uma vez só, porque eu amo ele e preciso falar e tá tocando minha música favorita agora. Escuta: não é a cara dele?

Imagem relacionada

Standard
Cartas d'ela.

Gira, sol.

Escrever não é difícil, escrever aquilo é que é, porque não sou eu, é qualquer coisa de outro que eu me convenci que era minha; isso aqui sou eu. Assim, do jeito que você compara com aquilo autor que eu li pouco, ainda não sei se gosto, mas respeito.

Não teria passado uma noite como passamos sem que eu escrevesse, porque a poesia tá feita ali, entre a gente, eu transcrevo para cá como forma de eternizar, para que eu possa ler até mesmo se você for embora. Até hoje, não lhe escrevi nada que não tivesse sido enviado a você, de uma maneira ou de outra, e acho, sim, que muito antes do tesão e da falta de cuidado, meus sentimentos morreram de vez quando eu parei de escrever. Quem me abandona primeiro quando o amor acaba são as palavras.

Se eu não tô escrevendo, eu não tô sentindo.

Acho que talvez seja esse o sintoma que denuncia quem é que está aqui: percorre essa página e vê todas as mil facetas de você que eu supostamente registrei, mesmo que elas não digam respeito a absolutamente nada do que você identifica como (s)eu.

Olha as notícias, meu bem. Olha esse cotidiano atroz que me faz subjugar, diuturnamente, a minha própria capacidade. Olha pra isso e olha pra gente.  Tá vendo só?

Aqui é morada de paz, vida. Aqui cabe nascer memória nova, igual a flor que nasce do asfalto no poema de Drummond. É feia, mas é uma flor – ou uma inflorescência (a gente não tem certeza dos conhecimentos botânicos de Drummond, ainda que você tenha me convencido que botânica é uma forma de poetizar).

Aqui nasce diferente, porque com a gente é diferente. Não esquece disso nem um segundinho. Tá tudo bem, eu sei, você sempre diz que tá tudo bem, e quem sou eu pra exigir que você preveja lá longe que continuará tudo bem. Mas eu ando fortemente convencida de que sim.  Vem cá.

Acalma seu coração que eu tô acalmando o meu, sabendo do destino inesperado que traz de volta um monte de número 9 pra mim. Eu vou superar o amarelo, você vai estar do meu lado nessa empreitada. Onde há luz e solo saudável, nasce flor.

E o destino não mandaria algo que  a gente não pudesse plantar juntos.

girassois

Standard
Cartas d'ela.

Cui(dar)

Olho para você e me lembro do menino que vi sendo escoltado pelo pai, enquanto aprendia a andar de bicicleta. Eu não sei desde quando eu soube que era amor, mas só pode ser amor quando eu sei que posso me jogar infinitamente no guidão e partir na rapidez que eu quiser, porque eu não vou cair – enquanto você está lá, eu não caio. Enquanto eu estiver, você não cai! E se a gente cair, vai rolando pelo chão, rindo a nosso modo quando tudo parece que vai se afundar; seja de cócega ou da besteira que você acabou de dizer; eu brigo, reclama e faço cara feia, mas hoje eu sei que tem sido você a mão que arranca de dentro de mim meus piores fantasmas e me diz: pedala, que enquanto você pedalar, você não cai. Enquanto a gente pedalar, não cai. O que não dá é para parar, o que não dá é para fazer do que a gente faz um acessório, um adendo, um qualquer. Isso é o que você é. Isso é o que eu mais amo em você. A gente, essa espécie de pessoa que veio pro mundo para cuidar dele, não pode esquecer de que, enfim, a gente também vacila. E cansa: e não pedala! E cai. E as cicatrizes de apostar uma corrida de bicicleta podem durar uma vida toda, você sabe. Assim, na calmaria de quem se protege, um dia de cada vez, a gente aprende a seguir pedalando sem olhar os próprios pés. A gente confia um pouco mais no próprio equilíbrio, na própria certeza, no que de fato acredita. Eu acredito em você, com todo meu coração e possibilidade do que chamo fé! E eu te amo porque você me fez reacreditar no ser humano. Você me lembrou que juntos é bom. Juntos, às vezes felizes e às vezes não, mas infinitamente seguros, com mais dois braços – além dos nossos – para sustentar o próprio mundo e o cansaço que guardamos nele.

gustav-klimt-arvore-da-vida-i6019

Standard
Cartas d'ela.

Você

Você acaba de sair por aquela porta e tantos outros por ali já saíram e deixavam o vazio, antes preenchido pela presença que só fala e nunca ouve –  até escuta, mas não ouve. Você (h)ouve. Você vai embora e não deixa espaços vazios, deixa sua presença que entorna em tudo, transborda em mim e eu – que deveria estar escrevendo sobre outros – só consigo escrever sobre você. Você sai, chove lá fora, faz um friozinho, eu fico sozinha, mas eu nunca me senti menos sozinha na vida. Eu, metonímia torta da minha própria casa, fico toda bagunçada quando você me deixa e passo a semana inteira me recompondo, porque eu sei que chega a sexta e você vai me bagunçar tudo outra vez e é assim largada, bagunçada, cansada que eu me reconheço, cabendo direitinho no espaço que você destina para o meu abraço, como se não pudesse outra coisa vir antes – e como poderia, não é mesmo? Você vai embora nesse frio e tá quente aqui dentro, tá quente onde você passou e não dói. Sinto sua falta no exato instante que você sai e não dói, porque com você não doem as coisas; com você, o vento canta aqui em casa, o sol se põe e eu não quero mais trabalhar, eu quero escrever pra você, de novo. Não tem euforia, ainda bem. Não tem, você tá certo: a tranquilidade é tudo que a gente merecia. O mundo se explode, compete, está ferido e você é minha redoma especial, absolutamente intocável. Você, que não pode me proteger do mundo, mas me deixa chorar no teu colo e me dá a solução prática que eu preciso pra tudo: amor (até quando não tem esse nome, e vem torto, engraçado, com medo). Que sorte a minha, sorte minha. Mais uma vez. Você passa e vai e é como se você nunca fosse embora, porque tudo que há em você fica na paz de espírito que você embrulhou e me entregou, misturada às incertezas que – até elas – dão um jeito de me explicar que, aqui, calma e tranquila, serena e aberta, totalmente entregue e confiante, é o meu lugar.

 

picasso

(que é que tu fez pra deixar rastro nos meus móveis e teu cheiro em todo canto?)

Standard
Cartas d'ela.

Isso tem nome

Tá doendo aí, dói aqui. Às vezes é bom, às vezes não é: até quando não é, é. Faz perder o ar e a razão e arrepia o pelo da nuca. Cabe no colo. Cabe no peito. Cabe na cama. Cama sem jeito, parece que não se ajeita. Dá saudade, mas é bom ficar sozinha. Parece que tem em tudo, parece que preencheu o prato, o copo, a cadeira que gira, o sofá que estica, o chuveiro que não esquenta. E assim preenchendo me deixa assim ser minha. Eu só quero o leve da vida pra te levar.  Toca no rádio, no celular, no chuveiro. Lembra no colar, no batom, no espelho. Esse texto é pra você, meu bem querê. Percebeu, ou quer que eu desenhe? Não sei desenhar, nem célula. Só sei cozinhar e te fazer repetir. Repetir que gosta de mim, também. Tem que falar que gosta, sim. Tem que escrever, gritar, olhar pra lua. Olha você tem todas as coisas que um dia eu sonhei pra mim. A cabeça cheia de problemas, não importa…importa sim,  dá nó: a gente não se entende de longe. Você me pede pra não brigar, como se eu brigasse sozinha. Não é porque você não fala duro que não grita. Até o seu silêncio briga. Eu não sou calma, mas tá toda alma que eu tenho ali. aqui. lá. onde você vai sem me dar um beijo? Tem que beijar, sim. Quando chega, quando vai, quando fica, o tempo todo. Quando a gente tem vontade de encontrar a novidade de uma pessoa. APITOU AQUI. PÃÃÃ. era você, me marcou num meme idiota qualquer que me arrancou uma risada sincera do meio desse texto que não faz sentido nenhum. Você não faz sentido nenhum. Você perde a eloquência fora de sala de aula – eu tô falando comigo mesma. Eu não faço sentido. Você tá melhor? Tá se cuidando? Eu não consigo não cuidar. Eu vou cuidar do seu jantar, do céu e do amar, de você e de mim. De mim? Eu tendo a esquecer de mim. Um dia você disse que me punha no colo e cuidava, mas tem dia que eu não deixo, eu sei que eu não deixo e eu fico desprotegida. Você me protege de tudo, mas não me protege de você. Você me oferece sua história inteira, mas quando você olha pra ela, eu viro areia. Não se esquece que eu também gosto de você. Não se endurece porque eu também te amo, não se endurece. Você guarda rancor, não guardo. Eu guardo, guarda. Guardamos. Tudo volta, sempre volta. Trinta e cinco horas discutindo que no fim, tá tudo bem, eu gosto de você, você gosta mim. Você todo cacto, eu balão – e o contrário. E não vou citar aquela música não. Eu ando num labirinto e você numa estrada em linha reta. Você tem que trabalhar, eu tenho que escrever. Eu só consigo contar algumas coisas pra você. Porque se a gente fala, é verdade, e tem coisa que só pode ser verdade pra você. Nem todo mundo tá pronto para essa verdade. Meu amor, você me dá sorte. Eu não queria te chamar de meu amor, saiu, meu amor, saiu assim, que nem sai outras coisas de mim que eu não tenho controle. Escorre, saiu. Falei: meu amor. E agora? Tudo bem, chamo todo mundo de meu amor. Mas sabe, isso tem nome. Te falei, você não perguntou. Por que você é tão devagar? Tem nome, eu disse e você não disse “que nome”? Ficou quieto. Será que você sabia o nome do inominável? Aquilo que a gente não pode pronunciar. Exatamente aqui, olhando pra você. Não pode falar, se falar é verdade e a gente ta tentando se entender, a gente sempre se entendeu, a gente nunca tentou. Medrosos do caralho. Se você me prometer não fazer mais cócegas, eu prometo não mais esconder nada. Eu vou trancar você pra fora do carro, fazer careta, comprar chocolate, morrer de cólica e reclamar muito, porque isso tem nome. Porque tem textura. Porque tem gosto. Porque não é perfeito. Porque toca no rádio. Isso tem nome, você sabe. Porque a gente se pergunta se devia, se não devia. Tinha que ser ideal? Não é. T Feito chã de hortelã. Tem dor, tem sono, tem preguiça, não acelera o seu coração. Não tô no prato de macarrão, mas eu faço o macarrão e onde tiver meu gosto, tem eu e tem você. Tem gosto bom. Tem que beijar nessa hora também. Tem que beijar com a boca lambuzada de bacon. Tem que beijar, sim. Tem que ficar mais calma. Chama o palhaço. Alguém zela por ti. Tira o sapato, tira a mala, eu só reclamo, você só reclama. Não fala de trabalho, fala da gente, mas a gente é só trabalho.  Põe gif, como põe gif? Explica de novo, me conta de novo, eu escuto de novo se for por você. É por você. Tem nome isso. Mas eu não vou dizer, você vai saber.

Eu não vou dizer, mas você vai ouvir.

Eu não vou escrever, mas você vai ler.

Tudo nessa vida tem nome, até o que a gente não consegue dizer.

Resultado de imagem para cactos desenhos gif

Standard